Palavra do Presidente


50 anos: orgulho e oportunidade

O cinquentenário da regulamentação da fisioterapia e da terapia ocupacional no Brasil é uma ótima oportunidade para analisarmos de onde viemos, como estamos e o que queremos alcançar. Meio século pode ser muito tempo diante da vida humana individualmente considerada, mas, em matéria de história das profissões, parece pouco se levarmos em conta que outras são milenares, ao passo que as nossas acumulam inúmeras conquistas em um período bem menor.

A trajetória do terapeuta ocupacional Dr. Rui Chamone Jorge demonstra que grandes obras cabem em curtas vidas. Natural de Belo Horizonte, viveu somente 52 anos, deixando, porém, valioso legado: uma teoria sobre reabilitação que leva seu nome e é ensinada em diversas universidades, um grupo de estudos de terapia ocupacional em atividade há três décadas, um museu com 3 mil obras de arte produzidas por pacientes, 3 mil livros lidos e anotados pelo fundador.

Já os fisioterapeutas mineiros têm como motivo de orgulho o fato de serem colegas de outro nome universal que brilha entre nossas montanhas: Dr. José Liberato da Silva Júnior. Em quatro décadas e meia de carreira, seu espírito visionário e inquieto o tornou precursor não apenas em áreas de atuação até então inexploradas, mas também em conceitos, abordagens e atitudes. Reabilitação cardíaca, McKenzie, modelo biopsicossocial e profissional de primeiro contato, por exemplo.

Personagens como Dr. José Liberato e Dr. Rui Chamone foram fundamentais para que nossas profissões se consolidassem, na prática cotidiana, como liberais e de nível superior, com reconhecimento científico e social. Há orgulho na janela da memória; o otimismo bate à porta do futuro. Dr. Anderson Luís Coelho Presidente do CREFITO-4