O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4ª Região (CREFITO-4 MG) se uniu ao Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP-MG), ao Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRFMG) e ao Conselho Regional de Serviço Social de Minas Gerais (CRESS-MG) para juntos se manifestarem publicamente contra o o indicativo de interdição ética proposta pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais (CRM-MG) nos Centros de Referência em Saúde Mental de Belo Horizonte.

O CREFITO-4 MG apoia uma política multiprofissional de atenção à saúde mental e defende um diálogo aberto sobre o tema com a participação de todas as diversas profissões que atuam na Rede de Atenção Psicossocial de Belo Horizonte (RAPS-BH), tendo como foco principal o usuário do serviço.

“Atualmente a Rede de Atenção Psicossocial de Belo Horizonte (RAPS-BH) conta com cerca de 283 pontos de atenção e quase 3.000 profissionais. Profissionais das mais diversas formações que compõe um trabalho multiprofissional. Tratamento que se estabelece nas premissas da territorialidade, dignidade da pessoa humana, tratamento que visa a reinserção da família, geração de trabalho e renda, de forma comunitária. Assim são os serviços da RAPS: territoriais e de base comunitária, de oferta de cuidado em liberdade, cuidado artesanal, construído a várias mãos. Nesse sentido, acreditamos que nenhuma intervenção deverá ser defendida e proposta sem dialogar com tantas outras profissões que compõem a oferta do cuidado, a partir de uma lógica centrada no usuário, muito menos, quando esta intervenção tem efeitos negativos para os usuários da rede, comprometendo seu tratamento, como é o caso aqui em questão. A horizontalidade é ponto fundamental na Política da saúde mental antimanicomial, incluindo diversos atores: gestores, trabalhadores e usuários”, defende a nota conjunta.

Leia na íntegra a nota de Posicionamento dos Conselhos da área da Saúde: https://is.gd/8FDn68