Ministro quer barrar EAD na saúde

Por provocação do CREFITO-4, projeto contra EAD na saúde tramita no Congresso.

Ministro quer barrar EAD na Saúde

Ministro quer barrar EAD na Saúde

A formação de fisioterapeutas por meio de cursos não presenciais foi rechaçada nesta Quinta-feira (31) pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, durante evento oficial da pasta. “Não dá para treinar um profissional na área de Enfermagem, Fisioterapia, via educação à distância. Isso é uma coisa que não faz nenhum sentido”, opinou o titular do MEC, manifestando a mesma preocupação que vem sendo exposta desde o início do ano passado pelo Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4ª Região (CREFITO-4) e que inclui também os futuros terapeutas ocupacionais.

A autarquia mineira sempre esteve à frente da luta contra a graduação de profissionais de saúde pela modalidade de ensino a distância (EAD). Já em 2016, foi pioneiro na criação da campanha “Profissional de Saúde Vivencia Vive – Diga não à Graduação a Distância”, liderando uma mobilização de diversos conselhos regionais que fiscalizam profissões regulamentadas da saúde em Minas Gerais. O movimento expôs o risco que esse novo modelo de educação representa para a população brasileira, já que impede a formação adequada pela vivência do profissional com o paciente.

>>> Leia também: Campanha unificada entre conselhos mineiros alerta para risco de oferta de cursos de saúde a distância

Foi também por provocação do CREFITO-4 que começou a tramitar na Câmara dos Deputados o primeiro projeto de lei que proíbe a oferta de cursos de EAD para todas as áreas da saúde - o PL 5414/16. De autoria do Deputado mineiro Rodrigo Pacheco, a proposição altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional para vedar o incentivo e o desenvolvimento de programas de ensino à distância em cursos da área da saúde, em todos os níveis e modalidades, tendo em vista que a formação de profissionais neste setor exige aprofundamento de conhecimentos teóricos e técnicos.

O Presidente do CREFITO-4, Dr. Anderson Luís Coelho, reitera o compromisso de lutar contra o EAD na saúde e espera manter o apoio dos profissionais nesse movimento em defesa de uma assistência de qualidade. “A posição assumida publicamente pelo Ministro da Educação nos motiva ainda mais a permanecer mobilizados em torno dessa causa. Acreditamos que a formação de bons profissionais de saúde só é possível com contato real entre docentes, acadêmicos e pacientes, e contamos com a colaboração de nossos colegas para defender a formação exclusivamente presencial”.

ASCOM / CREFITO-4
ascom@crefito4.org.br